Reprodução assistida aumenta as chances de uma gravidez de gêmeos? Entenda

Muitos mitos que rodeiam a reprodução assistida dizem respeito a um tema comum: a gravidez múltipla. Afinal, a reprodução assistida aumenta as chances de uma gravidez de gêmeos? Aqui você vai descobrir essa resposta. 

 

O que é e como acontece a gestação múltipla

 

A gravidez de gêmeos (múltipla) é aquela na qual acontece a formação de mais de um bebê. A gestação múltipla pode ocorrer por dois mecanismos explicados a seguir.

 

  • Quando mais de um óvulo é liberado e fecundado durante o ciclo: são as gestações gemelares di ou trizigóticas (depende do número de embriões formados). Os gêmeos não são idênticos, são geneticamente distintos e podem até ser de sexos diferentes.
  • Quando um único óvulo fecundado se divide e dá origem a um ou mais embriões: são as gestações gemelares monozigóticas. Os bebês são idênticos e têm a mesma carga genética. 

 

É possível uma gravidez de gêmeos na reprodução assistida?

 

Embora seja um pensamento comum e a possibilidade exista, é errado dizer que reprodução assistida é sinônimo de gravidez de gêmeos. Vamos entender melhor?

 

Uma pergunta muito ouvida por pais de gêmeos é: foi natural ou fertilização in vitro (FIV)? Afinal, o número de gestações múltiplas cresceu consideravelmente nos últimos 20 anos, sendo a expansão dos tratamentos de reprodução humana (TRA) a principal razão.

 

Em 2016, apenas nos Estados Unidos, 16,2% dos gêmeos eram resultantes de TRA, sendo que, aproximadamente, 30,4% de todas as crianças nascidas por TRA eram gêmeos, número bem maior que a incidência de gêmeos na população geral, que é de 3,3%.

 

É importante dizer que as 3 principais técnicas em Reprodução Assistida são: coito programado (CP), inseminação intrauterina (IIU) e Fertilização in vitro (FIV). Cada uma delas traz um risco de gravidez de gemelar. 

 

Relação entre reprodução assistida e gravidez de gêmeos

 

No CP e na IIU, fazemos uma indução da ovulação ou estimulação ovariana leve, e a ideia é fazer com que um ou no máximo 3 folículos cresçam. A ovulação vai acontecer e esse(s) folículo(s) vão liberar seu(s) óvulo(s). 

 

A relação sexual vai acontecer no caso do coito programado (CP) e a injeção do sêmen dentro do útero no caso da IIU.  Esses óvulos podem ser fertilizados dentro do corpo da mulher e a indução ovariana tem que ser bem controlada com ultrassons periódicos. 

 

E é por isso que temos que tomar muito cuidado com esses tratamentos que chamamos de baixa complexidade, mas que podem trazer alto risco de gestação gemelar se não forem bem conduzidos. 

 

A atenção ao número de folículos em desenvolvimento e a decisão de cancelamento de ciclo geralmente se houver mais de 3 folículos crescendo são importantes para evitar uma gravidez múltipla de quatro, até cinco bebês. Na baixa complexidade, então, o risco de gestação múltipla aumenta de acordo com número de óvulos que podem ser liberados e fertilizados.

 

Na FIV, o processo é diferente. Fazemos uma estimulação ovariana controlada, com medicamentos em doses mais altas com o objetivo de promover o crescimento dos folículos. A ideia é captar o maior número de óvulos possível para formar os embriões. Então, na FIV, a chance de gestação múltipla está relacionada ao número de embriões que serão transferidos.

 

A gestação gemelar pode ser vista como uma complicação do tratamento em Reprodução Assistida e devemos evitá-la devido às complicações maternas e fetais inerentes a este tipo de gravidez.

 

Décadas atrás, era bastante comum ouvir que foram transferidos mais de 3 embriões em uma FIV, e isso se fazia na tentativa de aumentar as chances de sucesso do tratamento. Entretanto, hoje, há uma tendência mundial de realizar transferência eletiva de um único embrião, principalmente em casos de bom prognóstico (em geral mulheres abaixo de 38 anos com embriões de boa qualidade).

 

Além disso, mesmo que apenas um embrião seja transferido, existe a possibilidade de que ele se divida gerando mais de um bebê. Mas a chance disso acontecer é bem mais baixa, ao redor de 1%.  

 

Desse modo, ainda que a gestação múltipla não seja uma regra na reprodução assistida, é fundamental que as partes envolvidas no tratamento estejam cientes dessa possibilidade e dos riscos envolvidos. Afinal, uma gravidez gemelar demanda alguns cuidados especiais.

 

Gravidez gemelar e cuidados especiais

 

A gravidez de gêmeos pode ser de risco para mamãe e bebês. As principais complicações são diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, descolamento da placenta, parto prematuro, transfusão feto-fetal, restrição de crescimento, entre outras.

 

Apesar disso, com o acompanhamento pré-natal adequado é possível que tudo corra bem até o nascimento. Ainda tem dúvidas sobre reprodução assistida e gestação gemelar? Agende uma consulta com um dos especialistas da Viventre.

Dr. Pedro Peregrino

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