Principais dúvidas sobre a reprodução assistida

Muitas mulheres querem ter filhos, mas encontram problemas para engravidar. Para ajudá-las neste momento, as clínicas de reprodução oferecem tratamentos de reprodução assistida, que é um ramo da Medicina em constante crescimento. Assim, casais que antes sofriam com dificuldades, agora têm chances maiores de realizar o sonho de conceber. A chamada infertilidade conjugal é quando um casal mantém relações sexuais regularmente sem o uso de qualquer método contraceptivo por um tempo superior a um ano, mas mesmo assim não consegue engravidar. Com o avanço tecnológico, especialmente na área medicinal, contudo, este tipo de problema pode ser superado de modo seguro e eficaz.

 

O que é a reprodução assistida?

Existem várias causas para a infertilidade, mas as principais são endometriose, obstrução das trompas de falópio, endometriose, alterações na ejaculação e no esperma, e até mesmo idade avançada. A reprodução assistida, então, é um conjunto de técnicas utilizadas pela Medicina como tratamento para ajudar os pacientes que querem engravidar, mas possuem algum tipo de problema de infertilidade. A reprodução assistida consiste na manipulação de ao menos um dos gametas, que podem ser óvulos e/ou espermatozoides, e dos meios de fecundação, propiciando condições ideais para que o processo ocorra.

 

5 dúvidas comuns sobre reprodução assistida

É normal que os casais que estejam enfrentando dificuldades para engravidar tenham dúvidas sobre a reprodução assistida. Confira as 5 principais dúvidas:

 

Quais são as técnicas mais utilizadas?

O procedimento para facilitar a fecundação pode ser realizado de diversas formas, dependendo do caso de cada paciente. Por este motivo, a avaliação clínica com um especialista em reprodução humana é fundamental. Os principais métodos de tratamento são:

 

Coito programado ou relação sexual programada

Neste método, o ciclo menstrual da parceira é acompanhado através de ultrassonografias transvaginais. Assim, a mulher passa por um tratamento hormonal, de forma a estimular o desenvolvimento folicular. Quando eles atingem seu tamanho adequado, outro hormônio é utilizado para a indução da ovulação, para que os folículos liberem os óvulos de dentro deles. Depois que o ocorrer a estimulação ovariana, o casal deverá manter atividade sexual 36 horas após a injeção, próximo ao momento da ovulação.

 

 

Inseminação Intrauterina (IIU) Artificial

Este é um método de reprodução assistida de baixa complexidade. Assim como no coito programado, na inseminação intrauterina artificial, o ciclo menstrual da mulher também é acompanhado por meio de ultrassom transvaginal e ocorre a estimulação ovariana. A diferença, contudo, é que neste caso, a paciente deve retornar para a clínica no período ovulatório. O sêmen então será colocado diretamente na sua cavidade uterina, facilitando o encontro de gametas e, consequentemente, a fertilização. Dessa forma, apenas um dos gametas é manipulado, que é o espermatozoide. Para isso, eles são coletados e passam por um processo que permite separar os mais ativos e aptos a fertilizar o óvulo. Este método é indicado principalmente para homens que apresentem alterações leves ou moderadas no resultado do espermograma. As taxas de sucesso é de aproximadamente 15%.

 

Fertilização in Vitro (FIV)

Se o casal não conseguir engravidar após 3 ciclos de tratamento utilizando os métodos de coito programado ou inseminação artificial, a Fertilização in Vitro (FIV) é recomendada. Este método é um processo em que a fertilização dos óvulos pelo espermatozoide ocorre fora do corpo. In vitro vem do latim “em vidro”, o que neste caso se refere a um tubo de teste ou prato de Petri.

Na fertilização in vitro também é feita administração de hormônios para induzir a ovulação, já que este processo aumenta o número de óvulos disponíveis para fertilização. O desenvolvimento do folículo é acompanhado por meio de ultrassonografias e de exames sanguíneos. Assim, quando eles atingem o tamanho ideal, a coleta dos óvulos e do sêmen é feita.

Em laboratório, cerca de 40 mil espermatozoides são colocados próximos a cada óvulo para que ocorra a formação de embriões, que serão selecionados e colocados na cavidade uterina. A gestação então prosseguirá de forma natural. Este método pode ser utilizado para tratar problemas de infertilidade independente da causa e tem taxa de sucesso entre 5% e 55% de sucesso por tentativa, dependendo de cada caso.

 

Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

Este método é realizado por meio do tratamento de Fertilização in vitro (FIV). Isso significa que a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) é semelhante à FIV, tendo diferenças somente na etapa final do processo. A inseminação, neste caso, é feita por injeção diretamente dentro do óvulo, utilizando uma agulha muito fina. Ou seja, a injeção intracitoplasmática consiste selecionar previamente um único espertamozoide para que ele seja introduzido no interior do óvulo.

 

Doação de Óvulos

Quando a mulher não tem mais óvulos ou apresenta baixa quantidade, a doação de óvulos é uma opção. Este método, também chamado de ovodoação, pode ser necessário para mulheres em idade avançada, com menopausa precoce ou com problemas relacionados à produção de óvulos. A doação então é feita por uma paciente desconhecida, que também está em tratamento e resolve doar os óvulos sobressalentes.

 

A ovo doação é uma alternativa de tratamento que permite para a paciente a chance de gestação, quando as possibilidades de tratamentos com os próprios óvulos se esgotam. A doadora é anônima e não pode ser da mesma família da receptora. A receptora, então, precisa fazer uso de remédios que preparam seu organismo para receber o embrião. A fecundação ocorre in vitro e a taxa de sucesso é semelhante da FIV.

 

Quais exames devem ser realizados para definir o método mais indicado

 

Quais exames devem ser realizados para definir o método mais indicado?

A avaliação médica é muito importante para que seja definido o melhor tratamento. O médico especialista em reprodução humana poderá solicitar testes físicos, além de exames laboratoriais e de imagens. Tais exames serão fundamentais para que a técnica escolhida tenha mais chances de sucesso. Os principais exames pedidos pelo médico são:

 

  • Ultrassonografia;
  • Avaliação hormonal;
  • Exames clínicos de DSTs;
  • Histerossalpingografia;
  • Diagnóstico genético pré-implantacional (PGD);
  • Hormônio Antimulleriano (AMH);
  • ERA (Receptividade Endometrial ARRAY);
  • Espermograma.

 

Após a realização destes exames, o médico indicará o melhor método de reprodução assistida para cada caso.

 

Tem como escolher o sexo do bebê?

Existe uma técnica chamada sexagem que permite escolher o sexo do bebê na reprodução assistida. Entretanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM) defende que a sexagem seja usada somente em situações especiais, para evitar a transmissão de algumas doenças genéticas vinculadas ao sexo, como por exemplo a hemofilia.

 

Nestes casos, a fertilização é feita em laboratório e será realizada a biópsia dos embriões formados. Após a sexagem no terceiro dia, são implantados na cavidade uterina um ou dois embriões do sexo escolhido que não apresentem a doença.

 

Além da sexagem, existem outras técnicas que aumentam a possibilidade de gravidez de um dos sexos. No caso da inseminação artificial, os gametas masculinos são previamente coletados, tornando possível a seleção dos espermatozoides femininos ou masculinos. Com a fertilização in vitro, entretanto, a escolha é apenas para fins terapêuticos. É válido lembrar que a reprodução assistida existe para auxiliar casais que enfrentam dificuldades para engravidar e não para escolher o sexo do bebê.

 

Quais as chances de engravidar na primeira tentativa?

Existem diversos fatores que podem influenciar no sucesso da reprodução assistida, sendo o principal a idade da mulher. Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, 43 anos é a idade limite para gravidez assistida com o próprio óvulo da paciente. Já em casos de ovo doação, o limite de idade é de 55 anos. Entretanto, tudo isso pode variar para cada caso, levando em conta a saúde da mulher e opinião do médico. Uma das formas da mulher aumentar suas chances de gravidez é cuidando bem da mente e do corpo. Cigarro, drogas, estresse excessivo e bebidas alcoólicas podem contribuir para a infertilidade e devem ser evitados.

 

Se o processo der certo, muda alguma coisa na gravidez?

Independente se a reprodução foi assistida ou não, é praticamente tudo igual durante a gestação. As técnicas de reprodução assistida não alteram as possibilidades de hipertensão ou diabetes na gravidez, assim como também não interferem no risco de parto prematuro ou perda involuntária do bebê. A principal diferença da reprodução assistida, no que diz respeito à gravidez em si, é no caso da fertilização in vitro. Normalmente, para ter sucesso no procedimento, são implantados na mulher de 2 a 4 embriões, dependendo da idade da paciente, pois isso amplia a chance de que pelo menos um desses vingue no útero. Quanto mais embriões forem transferidos para a cavidade uterina, maior a probabilidade de virem gêmeos.

GINECOLOGIA E OBSTETRICIA em Clinica Viventre
CRM: 90.873

Formado pela Faculdade de Medicina da USP e com Residência Médica no Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da USP, Dr. Sergio desempenhou papel importante como Médico Preceptor da Clínica Ginecológica do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas.
É Especialista em Ginecologia e Obstetrícia e certificado pelo CETRUS – Centro de Treinamento em Ultrassonografia de São Paulo em Ultra-sonografia em Ginecologia e Obstetrícia e Ultrassonografia transvaginal.

Membro do American Society for Reproductive Medicine (ASRM) e do European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE).
Especial área de interesse em imunologia reprodutiva e abortamento de repetição.

Especialidades:
TÍTULOS DE ESPECIALISTA
Ginecologia e Obstetrícia
Reprodução Humana
Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa
ÁREAS DE INTERESSE
Aspectos imunológicos e genéticos do processo reprodutivo
Abortamento de Repetição
Preservação da Fertilidade
Dr. Sergio Gonçalves
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