Afinal, o que é reserva ovariana?

Nas gerações anteriores, uma mulher entre os 20 e os 30 anos, geralmente, estava casada e tinha mais de um filho. Hoje em dia, entretanto, o quadro familiar apresenta novas configurações e a maternidade é adiada em função da carreira, dos estudos e de outros planos. Há também os casais que ainda não se sentem preparados financeiramente e emocionalmente para ter um bebê e, por isso, adiam ao máximo a gravidez. Mas será que esses perfis de casais ouviram falar ou sabem sobre a reserva ovariana da mulher?

Embora a idade traga uma boa dose de maturidade e estabilidade às pessoas, o lado biológico da gestação de um bebê é implacável e optar por uma gravidez tardia pode ser bastante arriscado na maioria dos casos. Isso porque alguns fatores influenciam diretamente a capacidade da mulher engravidar e um deles é a tal reserva ovariana.

Está com dúvidas? Quer desvendar mais esse mistério e aumentar as chances de engravidar um pouco mais tarde sem correr riscos e ter um bebê saudável? Então, siga a leitura!

Reserva ovariana: o que é?

Toda mulher nasce com uma quantidade de óvulos. Inicialmente, a reserva ovariana conta com um número que varia de 1 a 2 milhões de gametas femininos. Esse número parece alto, mas ao longo da vida, essa reserva é utilizada e não há nenhuma reposição de óvulos.

Por volta dos 12 ou 13 anos, idade na qual a maior parte das garotas menstrua pela primeira vez, só restam 400 ou 500 mil óvulos e, a cada ciclo menstrual, a reserva ovariana vai diminuindo.

Isso ocorre porque a cada ciclo o organismo da mulher recruta muitos folículos ovarianos, mas somente um produzirá ovulação, enquanto os outros degeneram.. É importante lembrar que essa “diminuição” na reserva ovariana é contínua e mesmo com o uso de pílulas anticoncepcionais (e também durante a gravidez) ela continua acontecendo.

E o que isso significa?

Bem, por volta dos 30 aos 35 anos, a queda na reserva ovariana é significativa. Aos 40, a mulher perdeu grande parte de sua reserva e os últimos óvulos liberados têm mais chance de apresentar defeitos genéticos, o que pode causar abortos espontâneos.

Sendo assim, ao se aproximar da faixa etária de risco, é importante que a mulher faça uma consulta com um especialista para avaliar a situação e driblar os perigos de uma gravidez tardia.

Como avaliar a reserva ovariana?

Felizmente, a tecnologia possui recursos capazes de avaliar a reserva ovariana. Como regra geral, uma mulher de até 35 anos que está tentando engravidar ao longo de um ano, sem sucesso, deve procurar um especialista em reprodução humana.

Mulheres de 35 a 40 anos, por sua vez, devem limitar as tentativas ao prazo de seis meses. Com mais de 40 anos, recomenda-se a consulta imediata ao médico, que conduzirá uma investigação sobre as possíveis causas para a dificuldade de engravidar.

Dentre os exames solicitados pelo médico, três deles avaliam a reserva ovariana:

  • Ultrassonografia Transvaginal - esse exame é feito entre o 2º e o 5º dia do ciclo menstrual. Permite que o médico observe imagens dos folículos (chamados de folículos antrais) e conte quantos a mulher tem naquele mês específico. Os folículos são as estruturas ovarianas nas quais os óvulos se desenvolvem. Quanto maior o número de folículos, maior a reserva ovariana.
  • FSH Basal - este exame de sangue é realizado entre o 2º e o 5º dia do ciclo menstrual. Serve para medir a quantidade do hormônio folículo-estimulante (FSH), indutor natural dos ovários. Exame normal é FSH< 10,0 UI/L
  • Hormônio antimülleriano (AMH) - exame de sangue mais moderno que estima a reserva ovariana e mede o hormônio produzido pelos folículos pré-antrais e  antrais iniciais. Podemos considerar uma baixa reserva se AMH for menor que 1,0 ng/ml.  

E então, o que achou do conteúdo? Esperamos que tenha tirado suas principais dúvidas sobre a reserva ovariana. Lembre-se que o corpo feminino possui uma capacidade incrível de gerar uma nova vida, mas é preciso respeitar o tempo de fertilidade natural e se programar para ter uma gestação saudável. Boa sorte, até a próxima!

GINECOLOGIA E OBSTETRICIA em Clinica Viventre
CRM: 129.377

Formada em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da USP. Concluiu um Fellowship na área de Infertilidade na Yale University, nos Estados Unidos, e um estágio em Medicina Reprodutiva no IVI (Instituto Valenciano de Infertilidad), na Espanha.

É membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE).

Especialidades:
- Preservação de Fertilidade
- Oncofertilidade
- Falência Ovariana Prematura
- Infertilidade sem causa aparência
- Endometriose e Infertilidade
- Anovulação e Infertilidade
Dra. Paula Marin
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