Entenda a transferência de embrião descongelado

A fertilização in vitro (FIV), graças aos avanços da ciência, já possibilitou a milhares de pessoas a realização do sonho de ter filhos. O uso de técnicas complementares à FIV, como a criopreservação de gametas e embriões, aumenta as chances de sucesso para casais com infertilidade por diferentes fatores, bem como para casais do mesmo sexo e homens e mulheres que desejam uma produção independente. 

 

Transferência de embrião descongelado: parte essencial do tratamento

Indicar e até mesmo citar a criopreservação de células germinativas e embriões como opção suscita dúvidas nos pacientes. Comentaremos a seguir aspectos relacionados à transferência de embriões descongelados.

 

Confira:

O que acontece nesse procedimento?

Antes da transferência, evidentemente, é preciso que os embriões sejam formados por meio de fertilização in vitro (FIV). Para isto, a mulher precisa receber medicações hormonais que estimulam o desenvolvimento de vários óvulos em um mesmo ciclo. Estes óvulos são então coletados por via vaginal e fertilizados no laboratório por espermatozoides do marido. Os embriões resultantes de boa qualidade são cultivados por 3 a 5 dias, em geral, e então congelados em nitrogênio líquido por uma técnica denominada vitrificação. Eles poderão então ser armazenados por meses ou anos até que seja programada a transferência para o útero. 

 

Embriões também podem ser obtidos a partir de óvulos congelados (o que é muito comum em tratamentos de FIV com óvulos doados) e/ou com espermatozoides provenientes de bancos de sêmen. 

 

Como é realizada a transferência?

 

Quando o casal decide que chegou o momento de tentar a gravidez (ou quando as condições clínicas permitirem), solicita que seja iniciado o preparo do endométrio, que é a camada que reveste o útero internamente. O endométrio precisa ser preparado com os hormônios estrogênio e progesterona para que o embrião possa nele implantar). Quando o endométrio estiver pronto (o que acontece cerca de 15 a 20 dias após o início do ciclo menstrual), os embriões podem ser finalmente descongelados e a transferência realizada. 

 

Portanto, as etapas para transferir embriões descongelados são:

 

  • preparo do endométrio;
  • descongelamento do embrião;
  • transferência do embrião para o útero. 

 

A última etapa é a transferência para o útero. O procedimento é tecnicamente muito simples, assemelhando-se a um exame ginecológico, sem necessidade de anestesia. Um fino cateter é passado pelo colo do útero e, guiado por ultrassom, chega até a cavidade uterina, onde os embriões são colocados.

 

Indicações

 

Em que situações os embriões são congelados? As principais indicações são as seguintes: 

 

Embriões excedentes: mesmo quando é realizada a transferência de embrião "fresco", isto é, aquele que não foi congelado e é transferido no próprio ciclo em que os ovários foram estimulados, é possível que haja embriões "extras". Obviamente, nem todos serão transferidos no mesmo momento. Desta forma, costumam-se transferir 1 ou 2 embriões e, havendo outros de boa qualidade, indica-se o congelamento deles. Os excedentes poderão ser futuramente transferidos caso a primeira transferência não resulte em gravidez ou mesmo dentro de alguns anos para uma próxima gravidez, em caso de sucesso da transferência "a fresco".

 

Alterações uterinas: há casos em que doenças uterinas precisam ser tratadas antes da transferência dos embriões. Como exemplos, podemos citar os miomas que se projetam para dentro da cavidade uterina, os pólipos endometriais, aderências (sinéquias) e os septos uterinos. Tais condições não comprometem o estímulo ovariano e a coleta dos óvulos, mas precisam ser corrigidas antes que os embriões sejam transferidos. 

 

Preservação de fertilidade SOCIAL: ocorre quando o casal não deseja engravidar no momento, mas pretende tentar evitar o impacto negativo da idade da mulher sobre a fertilidade. Mulheres mais jovens produzem mais óvulos e de melhor qualidade. Embriões gerados nestas condições apresentam um maior potencial reprodutivo do que aqueles obtidos a partir de óvulos mais velhos. 

 

Preservação de fertilidade ONCOLÓGICA: em casos de câncer que necessitam de tratamento quimioterápico, não apenas a mulher não pode engravidar durante o tratamento, mas é bem possível que o tratamento oncológico comprometa a reserva ovariana de forma irreversível. Nestes casos, além do congelamento de óvulos (para mulheres jovens solteiras, por exemplo), o congelamento de embriões pode ser indicado, visto que o casal precisará postergar os planos de gravidez.

 

Síndrome de hiperestímulo ovariano: quando os ovários estimulados para FIV respondem de forma exacerbada, com o desenvolvimento de muitos folículos, indica-se que todos os embriões sejam congelados e transferidos somente no ciclo menstrual seguinte. Esta é uma estratégia para reduzir a duração e a intensidade da chamada síndrome de hiperestímulo ovariano, em que ocorre inchaço abdominal, dor e aumento do volume dos ovários e eventualmente até mesmo o acúmulo de líquido no abdome. Protocolos especiais de estímulo e o congelamento dos embriões diminuem muito os efeitos e a duração da síndrome do hiperestímulo ovariano. 

Estratégia de freeze-all: alguns estudos sugerem que níveis hormonais muito elevados (tanto de estrogênio quanto de progesterona) decorrentes do estímulo ovariano podem diminuir as chances de implantação embrionária. Nestes casos, pode-se optar pelo congelamento de todos os embriões, ou seja, não é realizada a transferência de embrião "fresco". Esta estratégia também pode ser usada para casais com histórico de falhas repetidas em ciclos frescos. A técnica de vitrificação é bastante segura e permite que o freeze-all seja empregado nestes casos como estratégia de tratamento.

Dra. Paula Marin
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