Calendário de gravidez, aprenda a calcular a sua gestação

Calendário de gravidezA gravidez é um dos momentos mais mágicos e empolgantes na vida de muitas mulheres. Por isso, poucas coisas na vida podem ser comparadas com a felicidade do resultado do teste de gravidez positivo. É natural, assim, que as futuras mamães queiram acompanhar o desenvolvimento do bebê e entender o que está acontecendo. Nesses casos, algumas ferramentas, tais como o calendário de gravidez, podem ser muito úteis. Com um calendário gestacional bem organizado, além de conseguir calcular a gestação, descobrindo a data aproximada do parto, você fica bem informada e menos ansiosa.

 

Para que serve o calendário de gravidez?

Saber o tempo da gestação vai auxiliar no planejamento e acompanhamento do progresso de desenvolvimento do bebê, desde a concepção até o dia do nascimento. Também vai te ajudar a entender melhor os sinais, sintomas e as mudanças no seu próprio corpo ao longo da gravidez.

 

Esse tempo gestacional, bem como a previsão do parto, são calculados pelo médico durante as consultas. Entretanto, nem sempre é fácil e simples entender as contas feitas. Por esse motivo, o calendário de gravidez é um bom aliado para auxiliar na compreensão da gravidez ou até mesmo aliviar a curiosidade dos futuros pais.

 

Como funciona o calendário de gravidez?

Basta a descoberta da gravidez para a maioria das mulheres desenvolverem um bom raciocínio matemático, mesmo as que não costumam ser tão boas com cálculos. Independente do momento em que você recebeu a confirmação da gestação, saber o tempo dela vai ser muito importante para toda a organização e preparação para o que está por vir.

Como funciona o calendário de gravidez?

O primeiro passo para fazer um calendário de gravidez é calcular a idade gestacional e a data provável do parto. Para fazer o cálculo, médicos e profissionais da área da saúde utilizam o primeiro dia da última menstruação (DUM - data da última menstruação). Esta é uma convenção, pois não é possível que todas as mulheres saibam exatamente o dia da ovulação no ciclo anterior. Em contrapartida, de forma geral, as mulheres se lembram (ou, atualmente, anotam em aplicativos de controle do ciclo menstrual) a data de início de seu último período menstrual. Dessa forma, ainda que tecnicamente a mulher não estivesse grávida nessa época, o primeiro dia da última menstruação é considerado como o dia 1 no calendário de gravidez.

 

Por que organizar o calendário de gravidez?

Não é possível determinar exatamente qual foi o dia em que a concepção ocorreu ou em que dia será o parto. Porém, ter as datas aproximadas é fundamental para organizar a rotina, acompanhar a gestação e se preparar física e mentalmente também. Por isso, o calendário de gravidez é uma ferramenta importante para as futuras mamães, especialmente as de primeira viagem.

 

Obviamente, o médico ginecologista, bem como os demais profissionais envolvidos, devem estar preparados para atender a mulher ao longo dos meses. Isto é, dando informações, tirando dúvidas e avaliando o desenvolvimento do bebê. Dessa forma, muitas pessoas podem se questionar do porquê ter um calendário de gravidez.

 

Ter acesso às informações pertinentes relacionadas à gestação é fundamental, caso a mãe precise passar por consulta com um médico novo ou em um hospital sem o prontuário. De igual modo, o calendário de gravidez também é essencial para que a mulher consiga realizar o auto acompanhamento e o autocuidado. Embora cada gravidez seja diferente uma da outra, ter uma noção da idade gestacional pode deixar a busca por informações mais fácil, dando mais tranquilidade para a gestante.

 

Como calcular a gestação em semanas?

Convencionalmente, a gravidez é calculada em semanas e não em meses. A conta, dessa forma, pode parecer um pouco confusa. Contudo, lembre-se de considerar que as semanas de gestação são contadas a partir do último período menstrual.

Como calcular a gestação em semanas

Assim, para fazer seu calendário de gravidez, anote a data da sua última menstruação em um calendário. A partir desta data, a cada 7 dias o seu bebê terá mais uma semana de vida. A ovulação e concepção acontecem cerca de 14 dias depois da última menstruação. Sabendo disso, se você está com, por exemplo, 10 semanas de gestação, significa que a concepção ocorreu há 8 semanas.

 

Como calcular a gestação em meses?

Diversas alterações ocorrem de modo relativamente rápido quando se fala de gravidez, tanto no organismo feminino quanto no feto. Em um único mês, são muitas mudanças importantes. Por esse motivo, o calendário de gravidez e a contagem em semanas acaba definindo com maior precisão o momento de cada uma delas. Além disso, os meses são variáveis, ou seja, não têm uma duração fixa, podendo ter de 28 a 31 dias.

 

Entretanto, muitas pessoas podem acabar se perdendo nessa contagem semanal. Por isso, para contar as novidades relacionadas à gravidez para amigos e familiares, talvez seja uma boa ideia converter a idade gestacional de semanas para meses. Para fazê-lo, basta consultar as semanas em mês:

 

0 a 4 semanas de gestação: 1º mês;
4 semanas e meia a 9 semanas de gestação: 2º mês;
9 semanas a 13 semanas e 2 dias de gestação: 3º mês
13 semanas e 2 dias a 17 semanas e 5 dias de gestação: 4º mês;
17 semanas e 5 dias a 22 semanas e 1 dia de gestação: 5º mês;
22 semanas e 1 dia a 26 semanas e 4 dias de gestação: 6º mês;
26 semanas e 4 dias a 31 semanas de gestação: 7º mês;
31 semanas a 35 semanas e meia de gestação: 8º mês;
35 semanas e meia a 40 semanas de gestação: 9º mês.

 

Outra forma bastante prática é converter o número de semanas em dias e dividir o resultado por 30, obtendo-se, assim, o tempo aproximado em meses. Exemplo: gestante com 32 semanas e 5 dias. O cálculo é o seguinte: (32 x 7) + 5 = 229. 229 : 30 = 7,6. Podemos afirmar, assim, que esta gestante está aproximadamente com 7 meses e meio.

 

O ultrassom é um exame de imagem de extrema importância para acompanhar e avaliar a saúde e o crescimento do bebê. Com a realização do exame, é possível verificar com maior exatidão a idade gestacional e a data provável do parto. Essa é uma forma de ajudar as mulheres que não lembram o dia da última menstruação. Também serve para corrigir o tempo de gestação calculado pela DUM.

 

O cálculo da idade gestacional pela DUM pode ser impreciso em gestantes com história de ciclos menstruais mais longos, maiores de 32 dias, pois estas mulheres costumam apresentar ovulação mais tardia. Nestes casos, é muito frequente descobrirmos, pelo ultrassom, que a idade gestacional é na realidade menor que a calculada pela DUM. É o que chamamos de erro de data.

 

O ultrassom é eficaz para ajudar nesse cálculo somente a partir da 5ª semana. Idealmente, o exame utilizado para cálculo da idade gestacional é a ultrassonografia obstétrica transvaginal realizada entre a 7ª e a 10ª semana, quando existe maior precisão na medida do CCN (comprimento cabeça-nádega) do embrião. É importante lembrar ainda que a data provável do parto é sempre uma média. Nem mesmo o ultrassom consegue determinar exatamente em que dia o bebê nascerá, sendo apenas uma estimativa.

 

Outros modos de calcular a idade gestacional para fazer o calendário de gravidez

Existem outras formas de estimar a idade gestacional, embora elas sejam menos precisas. São aplicadas somente em situações em que a DUM não é conhecida e não existe a possibilidade de realização de exame ultrassonográfico.

É possível calcular a idade gestacional e a data provável do parto através do ultrassom

Exame de gravidez: dosagem de beta-HCG quantitativo: os níveis de beta-HCG no sangue no primeiro trimestre se correlacionam com o tempo de gravidez. Raramente é utilizado para cálculo da idade gestacional, pois é pouco preciso, havendo considerável variação entre diferentes gestantes. Altura uterina: é avaliada através de exames clínicos e indica o tempo de gravidez. Em média, esse método pode ser realizado a partir da 20ª semana. Atualmente, também fica reservado para casos em que a DUM é desconhecida e não é possível realizar a ultrassonografia.

 

Como fazer o calendário de gravidez?

Com a idade gestacional calculada, separe os meses e semanas seguintes em trimestres para fazer o seu calendário de gravidez:

 

Primeiro trimestre

Compreende os três primeiros meses gestacionais e muitas mulheres consideram esta a fase mais desafiadora da gravidez. Náuseas e enjoos matinais, desejos, sono, cólicas, constipação e seios sensíveis são alguns dos sintomas comuns do primeiro trimestre de gravidez. O primeiro trimestre é o período de formação dos órgãos do embrião, motivo pelo qual se deve ter cautela na utilização de alguns medicamentos que podem ter efeito sobre esta importante etapa.

 

Segundo trimestre

É a partir do segundo trimestre, que englobam do quarto ao sexto mês de gravidez, que o desenvolvimento da gestação se torna mais visível. Isso porque a sua barriga começa a efetivamente crescer e você começa a sentir os movimentos do bebê. Nessa fase gestacional, os órgão, agora já formados, continuam a se desenvolver. As características faciais começarão a tomar forma, inclusive as orelhas que estarão desenvolvidas o suficiente para ouvir sons. Alguns dos sintomas que gestantes no segundo trimestre costumam sentir são tontura, taquicardia (palpitações), sensação de respiração acelerada, calor e sonolência.

 

Terceiro trimestre

Mesmo no terceiro trimestre, que compreende o período a partir do sétimo mês de gravidez, o bebê continua a crescer, podendo chegar a mais de 3 quilos ao final da gestação. Nessa fase, a habilidade de ver e ouvir já foi desenvolvida. Portanto, o bebê pode reagir a estímulos. Três sintomas muito comuns no terceiro trimestre da gravidez são a indigestão, desconforto físico, dores lombares decorrentes do peso do abdome e a falta de ar. É importante lembrar que a duração da gestação varia de mulher para mulher, sendo poucas as que dão à luz exatamente na data estimada. Tenha em mente que você pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento, especialmente entre a 38ª e 42ª semana.

GINECOLOGIA E OBSTETRICIA em Clinica Viventre
CRM: 129.377

Formada em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da USP. Concluiu um Fellowship na área de Infertilidade na Yale University, nos Estados Unidos, e um estágio em Medicina Reprodutiva no IVI (Instituto Valenciano de Infertilidad), na Espanha.

É membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE).

Especialidades:
- Preservação de Fertilidade
- Oncofertilidade
- Falência Ovariana Prematura
- Infertilidade sem causa aparência
- Endometriose e Infertilidade
- Anovulação e Infertilidade
Dra. Paula Marin
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